As eleições já se foram, mas em Ipatinga ficou claro a estreita relação de veículos de comunicação com os partidos que concorriam às eleições municipais de 2008. Jornalismo impresso, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo, todas as vertentes da mídia se voltava para “a maior festa da democracia”, mas esqueciam que suas imagens estavam em jogo em justamente um também jogo de poder.
O problema surge quando, além de informar, esses veículos de comunicação começam a defender um partido ou candidato. Nos bastidores o que se via era uma maré de acusações que colocavam em dúvida a veracidade e a credibilidade dessas mídias. Em Ipatinga, são três grandes jornais locais impressos. O Diário do Aço, Diário Popular e Vale do Aço. O primeiro sempre teve uma posição mais neutra, mas na reta final deixou claro sua caminhada junto ao Partido dos Trabalhadores. O Diário Popular, mais novo dos três com menos de dois anos de existência, surgiu justamente para atacar o PMDB e enaltecer o candidato e prefeito eleito, Chico ferramenta (PT). O último, único no formato standart ainda no Vale do Aço, sustentou cegamente a posição pró Sebastião Quintão (PMDB).
Cada um mostrava pesquisas divergentes, uma contradizendo a outra. O leitor no fim das contas se perguntava. Qual é a verdadeira? E se as duas forem falsas? No que vou acreditar? Até jornais da capital mineira se viram nessa maré, como O Tempo e o Hoje em Dia. O primeiro apoiava Quintão e o segundo tentava a sua maneira se manter imparcial, mas acabava caindo pro lado do PT, graças a seus editores e donos.
Por todo país é difícil desvencilhar jornalismo de política. Os veículos precisam de dinheiro para sobreviver, precisam dar lucros. Afinal, são empresas! Eles se atrelam aos interesses dos prefeitos para pagar seus donos e funcionários. Os repórteres quem mais sofrem nesse processo, pois acabam sendo amordaçados por seus editores e ai daquele que questionar. O que resulta é falta de ética e a profissão acaba por ser descriminalizada.
Em Ipatinga, após as eleições, o que era institucional virará oposição a partir do dia 1º janeiro de 2009. E o que era oposição se tornará institucional. Assim funciona no interior. Mas a situação pode mudar no meio de quatro anos, como aconteceu com o Diário do Aço no último pleito.
O rádio não é diferente. Vanguarda apoiando Chico. Já as rádios evangélicas a favor de Quintão. Até a credibilidade blindada da Televisão foi quebrada com a TV Cultura apoiar claramente o peemedebista.
A mesma prática é vista por todo lado. Estado de Minas protegendo o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Revista Veja e o jornal mais influente do país, a Folha de São Paulo, são contra o governo Lula.
No final, o leitor/ouvinte/telespectador entende que toda a notícia tem um interesse por baixo do pano, sem exceção. Só depende de como é focada, se é na grande e bonita festa de inauguração de qualquer hospital ou se é nos milhões gastos para construir algo que deveria ter ficado pronto anos antes e que mesmo na abertura, não está totalmente concluído. Ele irá acreditar no que lê e não saberá da real verdade. Deverá escolher um lado do muro. No fim das contas, acredite só no que você vê com os próprios olhos.







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Guilherme Freitas Diz:quinta-feira, 13 de novembro de 2008 às 7:34 pm
Em São Paulo não foi diferente. A mídia estava toda pró-Kassab e alavancou sua eleição, depois de ajudar derrubar Alckmin no 1º turno e Marta no 2º turno. Antes de me acusarem de algo, já confesso: Anulei meu voto. Abraços.
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